Nesta semana o CMN (Conselho Monetário Nacional) regulamentou a atuação das Fintechs para oferta de crédito para pessoas e entre pessoas.

A partir de agora empresas como Banco Neon, Nubank (através da Nuconta) e outras centenas de fintechs poderão ofertar crédito tanto na modalidade conhecida como SCD (Sociedade de crédito direto) quando na modalidade (sociedade de empréstimo entre pessoas).

Chama a atenção a regulamentação da SEP. Esta permitirá que as fintechs façam a intermediação de valores entre pessoas. É isso mesmo. Se você tem dinheiro sobrando e quer emprestar para uma outra pessoa que necessita de dinheiro de forma lícita, sem se tornar um agiota, poderá contar com estas instituições para fazer por você em troca de uma taxa administrativa. Fantástico não?

E porque a regulamentação das fintechs é tão importante para mim?

Em primeiro lugar porque haverá mais concorrência a partir de agora. Com uma taxa de concentração de 90% da oferta de crédito no Brasil nos 5 principais bancos (Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Santander) poder contar com centenas de outras instituições é, no mínimo, um alento para quem não concorda com os juros extorsivo e injustificáveis cobrados pelos grandes bancos.

A concorrência se dará, principalmente, pela velocidade e menor burocracia na operação das fintechs. Na prática, estas empresas precisam de menos dinheiro para movimentar suas operações podendo ofertar produtos financeiros mais baratos para os consumidores.

Além disso, com máquinas menores torna-se mais simples transformar o mercado e adaptar-se aquilo que os consumidores pedem. É sempre bom lembrar que o Nubank tornou-se em março o 3o. unicórnio brasileiro (valor de mercado acima de 1bi de dólares), possui 2,5 milhões de clientes e tem uma fila de espera de mais de 500.000 pessoas segundo dados do Correio Brasiliense publicados em Janeiro de 2018. E tudo isso em apenas 5 anos!

Regualmentação das Fintechs: diversos “Davis” brigando com “5 Golias” que ninguém gosta

É fácil falar mal dos grandes bancos. É bem provável que todos nós já tenhamos tido alguma experiência negativa com um (ou alguns) deles. Excesso de burocracia, qualidade questionável do atendimento (presencial ou por telefone), cobranças abusivas (e muitas vezes injustificáveis) são apenas alguns dos motivos que levam os clientes a reclamarem tanto dos bancos.

Basta visualizar o Ranking do PROCON dos últimos 60 dias para entender que as coisas não estão boas para os maiores. A imagem abaixo demonstra isso:

Se você quiser ver o Ranking completo basta clicar aqui.

Os grandes bancos ainda são associados a estruturas inchadas, pouco eficientes, com cara de passado. Trataram mal seus clientes ao longo de anos e agora pagarão um alto preço por isso.

Agrada falar essas coisas? Sim e não. Pessoalmente torço muito para as fintechs e todo e qualquer modelo de Start Ups. E pessoalmente sou avesso a qualquer tipo de monopólio.

Mas a melhor notícia, sem sombra de dúvidas, é saber que essa movimentação das fintechs trará, em curto espaço de tempo, serviços de melhor qualidade a preços mais justos.

Os consumidores brasileiros agradecem.

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